
No entanto, quando vem a noite com seu cheiro de atavismo, ela entra pela janela. E Celeste dança pela casa, embora ninguém perceba. Escondida sob os gestos de sempre, sob o colo que nina o filho, sob as mãos que trancam as portas, sob os quadris que se entregam à poltrona, sob os pés que acarinham o lençol, sob o ventre que se entrega ao colchão, baila invisível a noite toda.
Até que chegue o sol e suas tarefas.
Como as bruxas, Celeste só dança para a Lua.
Rosa Amanda Strausz
Encontrei esta foto na Internet e achei linda. Infelizmente, não trazia o crédito do fotógrafo, por isso não posso partilhá-lo com vocês. Caso alguém saiba seu nome, por favor, me avise. Se tiver o email dele, melhor ainda ...